Geologia Geomorfologia

Ciclo de Wilson- Rifteamento (rift valley)


É o ciclo completo de formação, desenvolvimento e fechamento de um oceano relacionado à tectônica de placas, que envolve rifteamento, subsidência, abertura do Oceano, início da subducção, fechamento da bacia oceânica e, eventualmente, colisão continente-continente. Esta idéia foi inicialmente proposta por John Tuso Wilson (1908-1993) em seu trabalho “Did the Atlantic close and then re-open?” publicado na Nature de 1966.

A idéia básica de Wilson é que o rifteamento tende a ocorrer segundo antigos eixos orogenéticos, de tal forma que estes se tornam as margens dos fragmentos continentais rifteados, os quais eventualmente voltam a ser colidir, dando origem a novos orógenos e criando novos eixos ao longo do qual ocorrerá o rifteamento de futuros ciclos. Wilson dividiu o ciclo em seis estágios distintos, especificados abaixo:

– Estágio “zero” –

O bloco continental está estável (cráton), ou seja, está atectônico, sem atividade vulcânica e sem atividade sísmica.

– Estágio Embrionário –

Pluma de magma gera um ponto quente, criando um domo de 3-4 km de altura e

1000 km de diâmetro. O domo adelga-se e se parte – processo de rifteamento (formação de um “rift”).

– Estágio Jovem –

Formação de uma crosta transicional; formação de um limite divergente e formação de litosfera oceânica.

– Estágio Maduro –

Processo final de rifteamento; instalação da dorsal oceânica; formação da margem passiva continental.

Resfriamento lento da crosta oceânica recém-formada, que junto com o peso dos sedimentos afunda a crosta.

A cunha de sedimentos se expande desde a plataforma até a planície abissal, variando de espessura gradualmente; variações composicionais dependem das rochas-fonte erodidas.

– Estágio Declinante –

Início com quebra da crosta oceânica recém-formada e subducção, por causa da sua densidade; aquecimento gradual da litosfera em subducção.

Desidratação ao longo da placa; geração de magmas por fusão da cunha do manto sobrejacente.

– Estágio Terminal –

Inúmeras seqüências de convergência e colisão entre duas placas continentais ou entre uma placa continental e arcos de ilhas, gerando cadeias de montanhas.

– Estágio Reliquiar –

Consumo total da litosfera oceânica, que resulta em uma intensa atividade tectônica

Modernamente o termo vem sendo proposto em substituição ao termo “Ciclo das rochas”, por conseguir dar uma visão mais dinâmica da história e transformações da crosta terrestre e suas rochas constituintes.

* Para saber mais:

Ver “THE WILSON CYCLE: RIFTING AND THE DEVELOPMENT OF OCEAN BASINS” nosite Department of Geology – University of Leicester / UK

Fontes:

http://www.dicionario.pro.br/dicionario/index.php/Ciclo_de_Wilson

http://vsites.unb.br/ig/glossario/verbete/ciclo_de_wilson.htm

http://www.oceanografia.ufba.br/ftp/Introducao_Oceanografia/geologia_2.pdf

http://www.igc.usp.br/fileadmin/disciplinasweb/d84/Ciclo%20de%20Wilson_Aula%201.pdf

Sobre o autor

Gabriel Caldeira

Técnico Ambiental, Blogueiro, youtuber, adepto a esportes radicais em meio a natureza, professor de geografia e de vários cursos virtuais, atualmente está cursando Geografia na PUC Minas. Trabalha incansavelmente, para promover o compartilhamento de informações relevantes na rede, escreve, grava, edita e compartilha todo tipo de coisa que envolva a geografia.
É aspirante a documentarista, engajado nas causas ambientais e sempre caminha no sentido da inovação.

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