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A paradoxal contextualização da mineração em Minas Gerais

Escrito por Gabriel Caldeira
A atividade minerária desempenhou no passado e desempenha ainda hoje um papel fundamental na economia do estado de Minas Gerais. Desde o Brasil colônia já se extraia recursos do subsolo para comercialização, seja o ouro, retirado inicialmente de aluviões e utilizado vastamente para ornamentações de igrejas e também como unidade de cambio monetário, ou, o diamante, com sua linda estrutura cristalina que possuí um valor agregado altíssimo no mercado de joias interno e externo. 
Atualmente a atividade mineradora do Estado se concentra na extração principalmente do minério de ferro, para que esta ocorra é necessária uma alteração drástica na paisagem, o relevo natural com suas belas curvas dá lugar às imponentes cavas com suas curvas obscuras e intimidadoras, a fauna e flora são remanejadas, ou pelo menos deveriam, e, o sangue da terra jorra sob a forma de toneladas e mais toneladas de minérios. 
Necessitamos de quantidades cada vez maiores de minérios para manter a gigantesca engrenagem estrutural urbana funcionando, é inegável a necessidade de explorar, porém, temos que refletir sobre como extrair os recursos sem gerar impactos ambientais catastróficos, como nos casos observados recentemente em nosso estado, em que a empresa SAMARCO (Vale e BHP) negligenciou a contenção dos rejeitos provenientes da atividade minerária e impactou uma área de dimensão incomensurável.
A afirmação da vocação do estado como produtor mineral deve prevalecer frente aos riscos da exploração predatória e da distribuição desigual da receita proveniente da exploração mineraria, que causa o aumento das assimetrias socioeconômicas?
Surgem então novas indagações, sendo a educação um fator edificante da sociedade, como esta pode agir diretamente de modo transversal na sociedade alterando a visão comum sobre a atividade minerária?
Ao se estudar os processos de extração minerário em paralelo com suas potencialidades e dificuldades, bem como na discussão da sua influência na vida dos citadinos do sitio explorado pode fortalecer o estudo e desenvolvimento de técnicas inovadoras de exploração que reduza os impactos ambientais negativos e valorize os participantes da exploração, sejam eles a comunidade local ou as empresas?
Qual o papel do Professor de geografia no processo de desenvolvimento do pensamento crítico dos alunos acerca deste tema? 

POR: Gabriel Caldeira Gomes

Sobre o autor

Gabriel Caldeira

Técnico Ambiental, Blogueiro, youtuber, adepto a esportes radicais em meio a natureza, professor de geografia e de vários cursos virtuais, atualmente está cursando Geografia na PUC Minas. Trabalha incansavelmente, para promover o compartilhamento de informações relevantes na rede, escreve, grava, edita e compartilha todo tipo de coisa que envolva a geografia.
É aspirante a documentarista, engajado nas causas ambientais e sempre caminha no sentido da inovação.

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